Guardei no cantinho daquele armário tudo o que sentia. Guardei todas as nossas lembranças, minhas lágrimas que tantas vezes imaginei tê-las obstruído, tantos diários, tantas horas, músicas. O rosto corado, a visão embaralhada, não, nada disso faria diferença. Guardei cada cicatriz neste amontoado bruto. Infinitas memórias. A chuva cai, mas que trovejes, não permito brechas para apagar cada sorriso, mas que venha o árduo fogo queimar este infinito de ilusões e desilusões.